Mais de 300 pessoas mutirão a Defensoria Pública de Sergipe

IMG_7445Cerca de 300 pessoas que residem no Bairro 17 de Março, em Aracaju, puderam solucionar diversas questões durante o mutirão de atendimento “Defensor Público na sua Comunidade” no sábado, 9, em uma grande estrutura montada na sede da Fundat com a participação de 25 defensores públicos e 20 servidores.

A ação é um projeto da Defensoria Pública do Estado de Sergipe que visa aproximar cada vez mais a figura do defensor público do cidadão hipossuficiente, garantindo a universalização do acesso à justiça.

As maiores demandas foram relacionadas à pensão alimentícia, cirurgias, exames, auxílio moradia, segunda via de documentos, serviços de água e energia elétrica, juros de cartões de créditos e empréstimos, prisões, multas de trânsito, cobranças indevidas, divórcio, união estável com dissolução, guarda, entre outros.

O garçom, Elielson de Jesus Cerqueira, contou que seu CPF foi usado de forma fraudulenta e está com restrições na Vivo sem ao menos ter telefone pós-pago. “Ao procurar a Vivo para migrar meu número de pré-pago para pós-pago fui surpreendido quando a moça informou que havia restrição em meu nome decorrente de três faturas pendentes, totalizando mais de R$ 260. Nunca tive celular pós-pago e essa pessoa, de acordo com a moça da Vivo, é de Feira de Santana. Fiquei desesperado e decidi procurar ajuda. Fiquei bastante satisfeito com o atendimento e, graças aos defensores públicos, meu problema será solucionado. Esse trabalho da Defensoria é muito bonito, pois ajuda aqueles que não têm condições de pagar um advogado”, destacou.

A atendente de telemarketing, Cristiane Silva do Carmo, buscou orientação sobre dois problemas. “Fui abandonada por volta de meia noite, juntamente com outras pessoas, por um motorista de ônibus no meio do percurso do Bairro Aquárius. Tivemos que andar muito para chegarmos ao bairro 17 de março correndo o risco de sermos assaltados. Outro problema é sobre a pensão do meu filho, desde quando ele nasceu meu ex-marido nunca pagou pensão e hoje o menino tem 14 anos. Estou saindo realizada e satisfeita com a orientação e a qualidade na prestação do serviço”, agradeceu.

O pedreiro Jenilson Gonzaga da Silva relatou que recebeu seu apartamento sem nenhuma estrutura. “Quando recebi o imóvel não tinha sequer porta e vaso sanitário, ou seja, sem nada. A situação mais grave é que houve um incêndio e, para conter, tivemos que improvisar porque não tem um extintor de incêndio. O prédio não tem nenhuma segurança, o que deixa os moradores apreensivos. Ao relatar esse problema ao defensor público fiquei feliz por saber que temos como resolver através da Defensoria. Eles realmente defendem o pobre e tenho certeza que o nosso problema será solucionado”, disse confiante.

Para a coordenadora da Central de Conciliação e do Projeto, Isabelle Silva Peixoto, o número de atendimentos superou as expectativas. “Conversamos com várias pessoas e muitas delas não conheciam alguns serviços oferecidos pela instituição. O nosso objetivo está sendo atingido, que é divulgar todas as ações da Defensoria Pública e aproximar cada vez mais o defensor público da comunidade”, salientou.

O defensor público geral, Jesus Jairo Lacerda, destacou a importância do projeto. “O “Defensor Pública na sua Comunidade” é um projeto de grande relevância para os hipossuficientes. Estou surpreso com a receptividade de inúmeras pessoas que procuraram os serviços disponibilizados durante essa ação, o que demonstra o acerto do projeto. O diferencial desta ação não é somente o defensor público atuar hoje na comunidade, mas também de buscar a solução dos problemas do cidadão que recorrem à assistência da Defensoria Pública”, enfatizou.

Para o líder comunitário, Antoni Silva Santos, o trabalho da Defensoria Pública é muito importante para a comunidade. “É a primeira vez que a Defensoria Pública vem aos bairros e esperamos que esse projeto seja expandido. O trabalho da Defensoria é bom e bonito para a comunidade, uma instituição que está sempre presente e que há anos vem ajudando a população que vive em barracos, ocupações e que precisam de saúde, educação e moradia digna.  Os defensores públicos se preocupam muito os pobres e estão sempre do nosso lado”, pontuou.

Por: Débora Matos

Ascom Defensoria Pública do Estado

8878.9355 – 9981.3237

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