Comerciantes de animais vivos do Mercado Albano Franco poderão permanecer no local

GAIOLAS-PASSAROS -MERCADO-PASSAROS NO MERCADOOs comerciantes de animais exóticos e domésticos do Mercado Albano Franco poderão permanecer no local comercializando seus produtos. Ao contrário do que foi publicado na semana passada na grande imprensa de Sergipe, não houve nova decisão da Justiça sobre o tema.

De acordo com Petrúcio Marinho, proprietário de um dos boxes que comercializam os animais, todos os boxes e comerciantes estão dentro das normas sanitárias e veterinárias determinadas pela Prefeitura de Aracaju e pela legislação ambiental vigente. “Nós oferecemos aos animais um acompanhamento veterinário permanente e seguimos a orientações ao pé da letra. Todos os dias o veterinário faz uma visita aos animais, identifica as condições de água, alimentação e acomodações”, afirma o comerciante.

No local, os animais são expostos em barracas que os protegem das intempéries diretas. As gaiolas comportam apenas dois exemplares de cada espécie, com refrigeração, água gelada e ração específica para cada tipo de animal. Segundo o veterinário responsável pelos animais, Cypriano da Costa, consta em cada gaiola indicação de como proceder com cada tipo de animal. “Hoje já não tem mais aquele mal cheiro, pois as gaiolas contam com as instruções do que se deve fazer com cada animal. E o acompanhamento é permanente. Constantemente enviamos relatórios informando as condições dos animais para os órgãos competentes. Quando acontece de algum animal adoecer, encaminhamos para uma clínica veterinária especializada para que as condições do animal possam ser corrigidas”, afirma o médico.

População é contra a retirada dos animais

O número de pessoas que visitam o Mercado Albano Franco e dá uma paradinha nos boxes para ver os animais é incontável. A atendente de telemarketing Crislaine Santos da Silva costuma vir ao Mercado só para visitar os pets. “As famílias, quando têm um animal em casa, tratam como parte da família. Muda tudo”, afirma. Esta opinião é compartilhada pelo almoxarife Júnior Alcântara. “Os animais não estão sendo maltratados, não. Aqui eles recebem água e comida certinho. Com certeza eu compraria um animal desses”, coloca.

Josimar Alcântara adquiriu um casal de coelhos. “Eu só comprei aqui porque não vi maus tratos. Ia comprar em outro lugar, mas vi que ali os animais não estavam sendo bem tratados”, afirmou.

Para a professora Narayana Pinheiro os animais são expostos de forma organizada e limpa. “Eu não estou vendo nenhuma irregularidade com os bichinhos. Eles estão limpos, arejados. Não vejo nenhum tipo de maus tratos”, afirma.

Victor Gomes, também comerciante, diz que o que é vendido são animais domésticos e tudo acontece de acordo com a legislação. “Os animais que a gente comercializa aqui são animais exóticos, que se reproduzem em cativeiro e são permitidos. A gente não vende papagaio, tucano. Vende o que é permitido e o que o cliente tem acesso sob a orientação do veterinário: ração em dia, água em dia, tudo de acordo com o veterinário”, afirma.

Transtornos para clientes e funcionários

São cerca de dez boxes que comercializam cães, coelhos, aves exóticas e outros mamíferos de pequeno porte há mais de quatro décadas. Cerca de sessenta pessoas são beneficiadas diretamente com a geração de emprego e renda pela atividade comercial. Sem contar os beneficiados indiretamente, como os fornecedores de rações e criadores dos animais que são comercializados. Todas empresas sergipanas.

Ronaldo Rodrigues é cliente assíduo dos boxes que, além dos animais, também comercializam rações e outros produtos voltados para os cuidados com os pets. Para ele, retirar os boxes do local pode gerar transtornos principalmente para os clientes. “A gente está acostumado já há muitos anos com isso. Tirar eles daqui vai ser ruim pra eles e pra gente. Se tirar, fica péssimo. Os produtos que eu compro são confiáveis e aqui é mais próximo do meu trabalho, não desvio da minha rota e também tem segurança”, pondera o auxiliar de serviços gerais.

A professora Narayana ainda vê mais uma vantagem: poder adquirir um animal de procedência sem os altos custos de um pet shop. “Aqui a gente pode comprar bem mais barato do que num pet shop de bairro de elite e com a mesma confiança de procedência”, pondera.

 

Festejos não importunam os animais

Sobre o fato de os animais sofrerem com o alto som durante festejos que acontecem nas imediações do Mercado Municipal, Victor informa que antes do fim da tarde dos dias em que acontecem o Forró Caju, por exemplo, todos os comerciantes são comunicados pela diretoria do Mercado que é hora de recolher os animais e levá-los para local seguro. “Quando tinha o Pré-Caju, nós éramos avisados às três da tarde. Agora, com o Forró Caju é a mesma coisa. A diretoria vem nas lojas informar que já é hora de fechar e recolher os animais. E assim nós procedemos. Levamos eles pra casa e retornamos no outro dia. Isso, todos os dias enquanto tem festa”, informa o comerciante.

Manifesto da Justiça é antigo

De acordo com a advogada dos comerciantes, Laura Figueiredo, o processo permanece sem novidades perante a Justiça. “Os comerciantes ingressaram com uma ação cautelar com pedido liminar para garantir sua permanência no local e o Tribunal de Justiça acaba de confirmar essa liminar, em sede de recurso, determinando que os comerciantes permaneçam no Mercado até que seja providenciado outro local, seguro e maior, tudo por conta da EMSURB. Enquanto isso, todos permanecem onde estão”, afirma.

Reprodução: www.imprensa1.com.br

Por: Débora Valadares
Assessora de Comunicação
Laura Figueiredo Advogados

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