CPI DA PETROBRAS; CGU blindou reeleição de Dilma

A declaração foi dada pelo executivo da SBM Offshore, durante oitiva ocorrida em Londres ao sub-relator da CPI e deputados membros
O sub-relator da CPI da Petrobras, André Moura (PSC/SE), realizou nesta terça-feira, 19, oitiva com o executivo Jonathan Taylor, da empresa holandesa SBM Offshore. Este depoimento contribui diretamente com o parecer que será apresentado, informou Moura.
O vice-presidente da CPI da Petrobras, Antônio Imbassay (PSDB/BA), e deputados membros da comissão Efraim Filho (DEM/PB), Bruno Covas (PSDB/SP), Celso Pansera (PMDB/RJ), Léo de Brito (PT/AC) e Carlos Marum (PMDB/MS), também compuseram a comitiva que arguiu o executivo da empresa holandesa.
No depoimento, Jonathan Taylor apresentou documentos das operações executadas pela SBM Offshore no Brasil, detalhando o montante total de 139 milhões de dólares enviados para a realização dos pagamentos de propina e doação entre executivos da Petrobras e a campanha da presidente Dilma desde o início dos trabalhos até este ano.
Em 2010, ano da primeira eleição da presidente Dilma Rousseff, a operação de propinas para o Petrolão realizadas pela SBM Offshore, de acordo com o executivo depoente, enviou 28 milhões de dólares, sempre operados pelo lobista e ex-representante da empresa holandesa, Júlio Faerman, e que neste ano, oficialmente, foram doados à campanha presidencial petista 300 mil dólares do valor citado pela SBM.
Durante o interrogatório Taylor confirmou a declaração feita em entrevista à Folha de São Paulo que, em 21 de agosto de 2014 encaminhou e-mail para o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, denunciando todas as tratativas paralelas envolvendo a Petrobras e a SBM Offshore. “Estranhamente, apenas depois de 40 dias, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff foi que ocorreu o primeiro contato da CGU, me fazendo entender que a Controladoria blindou o caso, já que afetaria diretamente no processo eleitoral presidencial”, afirmou.
Segundo o sub-relator André Moura, a forma segura e balizada em documentos do depoimento de Jonathan Taylor, confirma e esclarece algumas questões que estavam obscuras  e os parlamentares retornarão ao Brasil com a certeza de que ainda há muito a descobrir. “É fundamental que os passos e as informações recebidas sejam apurados, para que a verdade seja esclarecida. O Brasil não aguenta mais estes desmandos com o dinheiro público”.
Sobre a falta do depoimento do lobista Júlio Faerman, será solicitado, pela CPI da Petrobras, ajuda da Polícia Internacional para que seja localizado e colhido o seu depoimento. Vale lembrar que os nomes dos executivos da SBM Offshore e as operações ilícitas envolvendo propina para o Petrolão foram confirmados através de delação premiada e na CPI da Petrobras pelo ex-diretor de Tecnologia da estatal, Pedro Barusco.
Por AssCom/AM
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