Ex-Marido mantém mais de 20 horas como refém a jovem Cristielane em sua Residência

A jovem Cristielane Caetano Mota Santos, de 21 anos, continua mantida em cárcere privado pelo ex-marido José Elízio Tavares, de 24 anos, em sua residência situada na rua Tenente Wendel Quaranta, no bairro Suíssa. Desde as 9 horas desta segunda-feira (18), a polícia tenta finalizar a situação, sem sucesso. Às 23:40 horas o clima era de tensão e medo. A insistência em não se entregar por parte de Elízio e a posição da polícia em não invadir a casa em que se encontra o casal prolongam a tensa situação. Após pouco mais de 12 horas com a arma apontada para a vítima, o autor mostra sinais de cansaço.

 

Já nesta terça-feira, por volta de 1 hora da madrugada, o quadro continuava o mesmo. Policiais sem querer invadir a casa, para vencer José Elízio pelo cansaço. Sob chuva intensa o pessoal continua em frente à casa de Cristielane e a informação mais recente é que ele passou parte da noite no celular com um tio, que o aconselhava a se entregar, mas ele não obedeceu.

 

 Durante todo o dia diversas equipes das Polícias Civil e Militar estiveram no local para tentar negociar com o autor do cárcere e também conter a população que se aglomerou nas proximidades da casa em que ocorre o fato. Pelo menos seis delegados estiveram montando uma estratégia de ação. Um oficial da Polícia Militar e o coordenador do Complexo de Operações Policiais Especiais – Cope –, delegado Everton Santos, tiveram mais próximos do casal, tentando negociar com Elígio a sua rendição.

Logo pela manhã a polícia recebeu a informação de que a vítima havia sido atingida por um tiro de raspão em uma das pernas. Após grande insistência, o autor permitiu a entrada na residência de um socorrista do Atendimento Móvel de Urgência – Samu – que ficou presente no local durante toda a ação. Já durante a tarde, Elízio ainda tentou negociar uma troca de refém, pedindo a substituição da ex-mulher pelo pai dela, o que não foi aceito.

 

Mesmo com o prolongamento da ação, a polícia insistiu em não efetuar a invasão. “Vamos aguardar que ele se entregue. Uma invasão será o nosso último passo”, indicou o delegado Fernando Melo, coordenador das Delegacias da Capital. As luzes da casa também foram cortadas, como tentativa de inibir a ação do rapaz.

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