Família de idosa recorre à Defensoria Pública para o Estado providenciar cirurgia de urgência

EMILIA CORREIA-DEFENSORIA -O psicólogo Jorge Barbosa recorreu ao programa institucional radiofônico “Defensoria em Ação”, apresentado pela defensora pública e radialista Emília Correa, para expressar sua indignação e revolta com relação ao descaso dos governos com os idosos que se encontram internados no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE).

Segundo Jorge Barbosa, sua sogra deu entrada no Huse na última quinta-feira, 11, após ter fraturado o fêmur e até hoje não foi feito a cirurgia solicitada pelo médico.

“Ela está na Ala Verde de Traumas do Huse desde o dia que deu entrada e eles alegam grande demanda, que não pode transferi-la para o Hospital Cirurgia por causa do aparelho de ecocardiograma que está quebrado. Se o aparelho do Huse está quebrado e do Cirurgia não está por que ela não faz esse exame no Cirurgia? Outra desculpa é que o Cirurgia não recebe paciente sem o exame e que o procedimento cirúrgico ainda não foi feito em virtude da  greve dos médicos. Isso é um absurdo, um desrespeito aos idosos e ao Estatuto do Idoso”, disse indignado.

A defensora pública, Emília Correa, lembrou que o idoso tem direito à dignidade e prioridade na saúde pública e privada. “A lei é bem clara quando se trata da prioridade dos idosos, principalmente na saúde em virtude da sua fragilidade, da vulnerabilidade e da imunidade que é baixa. Casos como este são rotineiros nos hospitais públicos e privados, onde não há prioridade para o idoso”, apontou.

Com relação à situação da idosa, Emília Correa disse que manteve contato com o assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, mas sem êxito.  “Alberto Jorge disse que haviam oito idosos na mesma situação, depois 10 e por fim 32 idosos à espera de procedimentos. Esses casos devem ser geridos independentemente de competência do governo estadual ou municipal, pois o que tem que se resolver é a questão dessas pessoas que estão sofrendo no hospital e que estão vulneráveis às bactérias e outras doenças”, afirmou Emília Correa.

“Se o idoso está no Huse cabe ao hospital a obrigação de operar e não ficar numa questão política e administrativa. Os idosos precisam ser tratados e não importa se a responsabilidade é do Estado ou da Prefeitura, pois o que tem que ser feito é dar um tratamento digno à essas pessoas. Se o direito está sendo negado, cabe à família recorrer ao Núcleo de Saúde da Defensoria Pública do Estado de Sergipe para ingressar com uma ação condenatória com pedido de liminar para que o Estado seja obrigado a realizar o procedimento cirúrgico o mais breve possível e, assim, garantir a vida da idosa”, orientou a defensora pública.

Por: Débora Matos

Ascom Defensoria Pública do Estado de Sergipe

 

 

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