Juíza do caso Eliza Samudio está sob escolta policial, diz TJMG

A juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que preside o processo que julga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, está sob escolta policial. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a magistrada começou a ser acompanhada por agentes nesta terça-feira (26). Ainda segundo o TJMG, a medida foi tomada após a denúncia de que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria planos para matá-la.

A denúncia foi feita pelo advogado e assistente de acusação do processo que julga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, José Arteiro Cavalcante Lima, no Tribunal de Justiça de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na segunda-feira (18). Arteiro afirma no documento que Bola teria um plano para matá-lo e também planejava assassinar a magistrada e o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil. Segundo o advogado, ele ficou sabendo da informação por meio de um detento que dividia a cela com o Bola na Penitenciária Nelson Hungria. Nesta terça-feira (26), o tribunal confirmou que Marixa entregou a Corregedoria Geral de Justiça na segunda-feira (25) a denúncia contra o ex-policial. Entenda o caso Eliza Samudio teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Em fevereiro de 2010, a jovem deu à luz um menino e alegava que o atleta era o pai da criança.

Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, Eliza teria sito morta no início de junho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil indiciou Bruno e mais oito envolvidos no desparecimento e morte da jovem. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público em agosto de 2010. O corpo de Eliza não foi encontrado. Em dezembro de 2010, a ex-mulher de Bruno, Dayanne; a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro; o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva; e Wemerson Marques, o Coxinha, foram soltos e respondem em liberdade. O goleiro, o amigo Macarrão e o primo Sérgio estão presos e vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Fonte: G1 MG

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