Morre aos 69 anos em Minas Gerais o ex-vereador de Aracaju Rosalvo Alexandre “Bocão”

2-ROSALVO ALEXANDRE-ARACAJU-IMPRENSA1-POR ARACAJUMorreu aos 69 anos, na madrugada desta sábado dia 11, em Belo Horizonte (MG), o ex-vereador de Aracaju, Rosalvo Alexandre “Bocão”. Segundo informações divulgadas pelo secretario de comunicação do governo do estado, Sales Neto, o ex-vereador vinha há algum tempo lutando contra uma doença que estava paralisando seu sistema nervoso central.

As informações sobre sua morte são de que Rosalvo Alexandre passou mal por volta da meia-noite dessa sexta-feira, dia 10, e mesmo com a presença de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ele não resistiu e morreu.

O governador Jackson Barreto (PMDB) que está em viagem fora do Brasil, lamentou a morte do amigo e emitiu explicitou seus sentimentos através das redes sociais.

“Despedir-se de um amigo é das tarefas mais difíceis. Rosalvo era uma das mentes mais argutas de Sergipe. Inspirou nossa geração. Era um amigo, um irmão. Quantas lutas tivemos lado a lado. Quantas alegrias e tristezas dividimos juntos”, disse Jackson.

E continuou: “Mas um ideal nos unia de uma forma muito forte. Nossos sonhos e utopias de um mundo verdadeiramente mais igualitário, mais justo, mais humano. A luta pela liberdade em nosso país, a luta pela democracia, travamos juntos. E tenho certeza que assim como eu, Rosalvo faria tudo de novo. Valeu a pena. Vá em paz, meu irmão, escreveu.

Também o governador em exercício, Belivaldo Chagas (PMDB) lamentou o falecimento do ex-vereador e articulador político, Rosalvo Alexandre, conhecido como Bocão “Bocão era um pensador político. Um símbolo da resistência contra a ditadura e da luta pela democracia. Sua sabedoria e seus aconselhamentos irão  fazer falta. Minha solidariedade à família”, relatou Belivaldo.

De acordo com a família, o corpo de Rosalvo Alexandre chega ao aeroporto de Aracaju às 13h30 deste domingo, dia 12, seguindo para a Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease), onde ocorre o velório. O sepultamento está previsto para às 10h da segunda, 13, no cemitério Colina da Saudade.

1-ROSALVO ALEXANDRE-ARACAJU-IMPRENSA1-POR ARACAJUAtuação – Ativista político, ex-vereador de Aracaju entre 89 e 93, Rosalvo foi conselheiro político de Marcelo Déda e Jackson Barreto, de quem era amigo. Sua última participação em atos do Governo foi dia 30 de junho, quando acompanhou a assinatura do decreto de  instalação da Comissão da Verdade em Sergipe.

Presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira relembrou um dos períodos mais dolorosos da história do país e da trajetória dele e de Rosalvo: a prisão durante a ditadura militar.

“Rosalvo é um homem a quem Sergipe deve grandes homenagens. Foi preso de torturado na Operação Cajueiro e nunca deixou de atuar nas causas democráticas e populares. Nesses últimos 35 anos, não se pode falar em política brasileira sem falar em Rosalvo Alexandre. Ele era um grande articulador. Um amigo sincero, honesto e de caráter ilibado”, disse.

Histórico – Engenheiro Agrônomo por formação, Rosalvo Alexandre iniciou a militância política no colégio estadual Atheneu, quando integrou a base estudantil do Partido Comunista Brasileiro (PCB), à época um partido clandestino.  Durante a ditadura militar, foi preso na Operação Cajueiro e torturado.

Filou-se ao Movimento Democrático Brasileiro, o qual deu origem ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Junto ao governador Jackson Barreto, ajudou a fundar a Sigla em Sergipe. Rosalvo tinha 69 anos e deixa três filhos.

Jabá – Rosalvo Alexandre era um homem de trânsito livre em todos os setores da imprensa, pelo seu jeito irrequieto e sempre com uma boa notícia para transmitir. Foi ele que criou o “jabá dos jornalistas”, que acontecia em sua casa, geralmente dia 28 de dezembro.

O Jabá era politicamente eclético. Compareciam políticos de todos os partidos e até de sérias divergências, que invadiam sua casa para, ao lado de jornalistas e radialistas participarem de um encontro que terminava com um jantar, cujo cardápio era Jabá com Abóbora e arroz.

Aconteceu até o final dos anos 80 e o encontro era uma “bagunça bem organizada”, onde os adversários se cruzavam e se cumprimentavam. Nos períodos que antecediam as eleições, Rosalvo dizia, com sua voz tonitruante: “É no Jabá onde se decide tudo e define candidatos”. Um detalhe: o tempo do Jabá era dado por Jackson Barreto.

O corpo de Rosalvo Alexandre será velado na sede da AEASE, instituição a qual já foi presidente. Governador em exercício Belivaldo Chagas decreta luto oficial por três dias.

 

Reprodução e adptação: www.imprensa1.com.br

Fonte: Sales Neto/Secom do Governo de Sergipe

Fotos: César Oliveira/ Ascom CMAJU

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