Polícia diz que Urânia Guimarães foi assassinada por causa do tráfico de drogas

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O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Sergipe, com o apoio da Divisão de Inteligência (Dipol), concluiu as investigações que apuravam a morte de uma mulher identificada como Urânia Guimarães Oliveira, e entrevista coletiva via conferência a SSP apresentou os detalhes.

A vítima havia desapareceu do município de São Cristóvão, onde residia, no dia 13 de fevereiro deste ano, e seu corpo foi encontrado dia 15 de Abril deste ano, enterrado na área da praia do Jatobá,  no município sergipano da Barra dos Coqueiros. A polícia descobriu que as primeiras informações que chegaram apontando que era teria sido assassinado por ter denunciado uma vizinha de maus-tratos a uma criança, não era verdadeira.

De acordo com a delegada Thereza Simony, o relatório final apresentou uma reviravolta, pois a alegação de que a morte da Urânia foi provocada por uma denúncia feita pela vítima não se comprovou. Durante as investigações, a Polícia Civil recebeu um Disque-Denúncia, sendo que um deles indicava que Adriane Ribeiro Cardoso, conhecida como Ane, era a mandante do assassinato de Urânia e de que Ane teria um relacionamento com o traficante Iago, que está preso no Presídio de São Cristóvão.

Essa mesma denúncia apontou que Urânia também era envolvida com o tráfico de drogas e com a associação criminosa de Iago Santos Oliveira. Durante a investigação foi comprovado que a Urânia e Adriane guardavam droga para o traficante Iago cujos comparsas são Luiz Gustavo Oliveira da Silveira, Igor José dos Santos e Robson Chagas Ramos.

Foram indiciados pelos crimes de homicídio e associação criminosa Iago Santos Oliveira, Igor José dos Santos Santana, Robson Chagas Ramos e Luiz Gustavo Oliveira da Silveira. Luis Gustavo e Iago Santos participaram do crime como articuladores e Igor José e Robson como os executores da morte de Urânia.

A mulher que havia sido presa, Adriane, não foi indiciada pois a Polícia Civil ainda aguarda provas técnicas no âmbito do procedimento investigativo.

Segundo a delegada, os comparsas de Iago arquitetaram a morte de Urânia temendo que ela delatasse o comércio ilegal de drogas promovido pela associação criminosa. “Urania, assim como Adriane, guardavam maconha de Iago nos quartos onde moravam numa vila em São Cristóvão. Iago pagava o aluguel de Adriane e dava maconha para Urânia, pois ela era usuária”, explicou.

Foram ouvidas testemunhas e coletadas provas técnicas que evidenciaram que o crime de homicídio foi praticado em razão do tráfico de drogas e não pela denúncia que a vítima supostamente fez as autoridades municipais de São Cristóvão sobre maus tratos.

As investigações contaram com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Corpo de Bombeiros, que atuou no resgate do corpo.

Primeira operação

O Depatri realizou a primeira operação desse caso em abril deste ano. Na época, foram presos Adriane Ribeiro Cardoso, Igor José dos Santos Santana e Robson Chagas Ramos que já estava preso por outro crime.

A delegada ressalta que Adriane colaborou com as investigações e nesse primeiro momento ela não foi indiciada por homicídio. Ela foi presa preventivamente num primeiro momento e esclareceu cada detalhe desse caso.

Reprodução: www.imprensa1.com

Por: Ascom da SSP/SE

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