Sapão é levado para o presídio após ser preso na Rocinha pelo Denarc

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O suspeito de comandar o tráfico de drogas na zona norte de Aracaju, Adriano Vieira Santos, de 35 anos, mais conhecido como “Sapão”, já está no presídio de segurança máxima de Sergipe “Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho – COMPAJAF”. Popularmente chamado do Presídio do Bairro Santa.

No final da manhã desta segunda-feira, dia 07, Adriano Vieira, após ser interrogado na sede do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal de Sergipe (IML) e em seguida, foi levado para o COMPAJAF, onde ficará a disposição da justiça.

Mas, um fato chamou a atenção no período em que Sapão estava preste a ser ouvido no COPE, ele demonstrou espanto e até, ficou risonho. Era como se fosse uma forma de demonstrar que ainda não estava acreditando, que ele “Sapão”, tinha sido preso pela polícia no meio da favela da Rocinha, principalmente pela polícia de Sergipe.

 

Um vídeo mostra toda trajetória da ação dos policiais no Rio de Janeiro e outro, mostra o próprio preso falando isso.

OPERAÇÃO “EXTRAÇÃO”

Em resumo, a operação policial para prender um dos homens mais procurado pela polícia sergipana suspeito de tráfico de drogas e de comandar a execução de desafetos, teve êxito total, e foi denominada “EXTRAÇÃO”. Onde dois policiais do DENARC altamente técnicos e de muita coragem, saíram de Sergipe e de posse da localização de Adriano, montaram um plano de ação e conseguiram dar voz de prisão ao foragido, que não reagiu.

Para descer a favela, os policiais de Sergipe contaram com o apoio dos policiais militares do Rio de Janeiro, lotados na UPP da Rocinha. E ainda, contaram com o suporte da polícia civil para custodiar o preso até o início da manhã do último sábado, dia 05 de junho. Data que Sapão chegou a Aracaju e que por questão de segurança, O Grupamento Tático Aéreo (GTA), teve que ser acionado e fez a escolta dele até a sede do COPE.

SSP de Sergipe publicou:

Uma vasta e conhecida ficha criminal, com a prática de homicídios, porte ilegal de arma e a coordenação de uma fatia considerável do tráfico em Sergipe. Como é de costume entre os grandes traficantes, Adriano Vieira Santos, mais conhecido como “Sapão”, 35 anos, determinava crimes cruéis e comandava o tráfico de drogas de dentro de uma das maiores favelas da América Latina, a Rocinha.

Foi lá, na Rocinha, que investigadores do Denarc deflagraram a Operação Extração. A Polícia Civil de Sergipe, com o apoio do Núcleo de inteligência da Unidade de Polícia Pacifiadora da Rocinha, localizou, prendeu e desceu a comunidade da Rocinha com “Sapão” nesta quinta-feira, dia 03.

No momento da prisão, ele estava com a companheira e a enteada e não esboçou qualquer tipo de reação diante da surpresa com a chegada dos policiais do Denarc. Toda a ação da polícia foi coordenada de Aracaju pelo Denarc e a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).

Segundo o delegado André David, diretor do Denarc, os investigadores do Departamento chegaram no Rio de Janeiro na última sexta-feira, 28 de maio, e já com informações importantes, definiram a estratégia para subir na Rocinha. Com o acompanhamento de equipes do RJ, cumpriram nesta quinta-feira os mandados de prisão expedidos pelo Judiciário de Sergipe.

Foi um trabalho de inteligência, paciência e muita técnica investigativa. Os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Sergipe eram pelos crimes de homicídio qualificado, tráfico de drogas e associação com o tráfico. As investigações do Denarc revelam o grande impacto que Adriano tinha na determinação da prática de crimes como o de homicídios – muito deles qualificados pela maneira cruel e banalidade devido a forma como eram praticados – e na capilaridade do tráfico em todo o estado de Sergipe, mesmo distante.

Durante a operação na Rocinha, os investigadores de Sergipe tiveram apoio fundamental de militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Logo após a prisão, Sapão foi levado para a sede da Polícia Interestadual do Rio de Janeiro, a Polinter, localizada a 30 minutos da maior favela da América do Sul.

Agora, a Secretaria da Segurança Pública está definindo o translado do investigado para Aracaju, onde ele prestará depoimentos para a Polícia Civil sergipana. As investigações serão mantidas a fim de aprofundar o combate ao tráfico de drogas, a prática de homicídios e manter a diminuição da taxa de criminalidade no estado.

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