Segurança Pública precisa ser discutida com mais seriedade, diz Gualberto

O deputado estadual Francisco Gualberto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, disse na sessão desta quarta-feira, 4, que o tema segurança pública precisa ser tratado com mais profundidade pelos colegas na Casa. “Observo que aqui na Assembleia têm sido debatidos os temas policiais. Do mesmo jeito que existem em emissoras de televisão programas policiais que fazem diariamente apologia ao crime”, disse o deputado.

Para ele, o problema é mais complexo do que se imagina. “Nós temos que discutir aqui é a violência social. É uma discussão maior, pois a violência não está somente em Sergipe. São três emissoras de televisão que todos os dias passam três horas de programa mostrando a violência em todos os estados. Mas a origem disso está justamente no comportamento de muitos da sociedade”, admite o parlamentar, citando exemplos de pessoas que passam trotes para o Samu e que praticam desonestidades no cotidiano. “Isso também é violência”, garante.

Francisco Gualberto lembra que nos últimos oito anos foram investidos milhões de reais no combate à violência em Sergipe, e isso não pode ser negado pela oposição ao governo. “Houve um avanço extraordinário no aspecto remuneratório dos policiais civis e militares. Exemplo disso é o próprio Capitão Samuel (deputado líder da oposição). Mesmo na reserva, hoje ele recebe três vezes mais do que recebia na época do governo João Alves, que ele tanto defende”, mostrou o petista.

Ele também falou dos altos investimentos no setor de inteligência das polícias, na questão do transporte, equipamentos de trabalho e contratação de novos profissionais concursados. “Já entraram mais de 600 do último concurso e agora nosso governo irá chamar mais 300 policiais. O governador Jackson Barreto teve que fazer contas, do mesmo jeito que o pobre faz antes de ir para a feira. Porque se o dinheiro não for suficiente, a feira não será completa”, explicou Gualberto, fazendo analogia aos recursos do Estado e ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O problema é que o país tem uma fábrica de violência. Todo dia tem uma novela da Globo ensinando a roubar, a trapacear, a trair, a matar. Essa é uma concepção do capitalismo. E isso a polícia não vai poder acabar”, alerta o deputado. “Precisamos ampliar o debate sobre a violência social nesta Casa. O governo está fazendo o que pode, no sentido do seu papel institucional, que é garantir o efetivo de policiais, transporte, salários. Mas do outro lado existe uma sociedade que é estimulada à violência social”, define Gualberto. “Mas se quiserem continuar na Assembleia Legislativa discutindo casos de polícia apenas para combater o governo, a sociedade terá que analisar e tirar suas conclusões sobre o fato”.

 

Assessoria de Imprensa – Gilson Sousa – DRT – 660/SE

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