Setor terciário busca soluções para enfrentar a crise em Sergipe

foto_EditadaEm uma reunião formada por uma equipe multidisciplinar, organizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), foi discutida a situação econômica enfrentada pelos empresários sergipanos, que está atingindo todo o país e provocou danos ao mercado sergipano.

O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, convocou vários representantes do setor terciário, economistas, membros do corpo docente da Universidade Federal de Sergipe e empresários sergipanos representados pelo Sebrae, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fórum Empresarial de Sergipe, Associação Comercial de Sergipe e Federação da Agricultura do Estado de Sergipe para discutir as questões mais urgentes do problema e alinhar uma pauta para construção de uma agenda de compromissos para levar as propostas de soluções para os problemas enfrentados pela classe empresarial e pelo trabalhador sergipano.

“Temos que apresentar propostas para vencer a crise econômica, para que o setor de comércio e serviços possa sair desse problema sério que afeta a economia sergipana. Vamos firmar uma agenda de compromissos para realizar as ações de fortalecimento do nosso comércio local”, destacou Laércio.

De acordo com estudos feitos pelo Departamento de Economia da Fecomércio Sergipe, a economia do estado começou a desacelerar no mês de março, sendo que em maio, o setor de Comércio sofreu seu maior impacto, com a maior queda no volume de vendas. A receita de Serviços também não segue em um ritmo constante, apresentando queda, assim como a Indústria e Agropecuária. Segundo o estudo realizado pela Fecomércio, o volume de empregos sofreu uma queda de -6.176 postos de trabalho até o mês de junho em Sergipe. O número preocupa os empresários locais, pois significa o encolhimento do mercado de trabalho, o principal reflexo de toda a conjuntura econômica local.

 

“O setor de Comércio e Serviços é responsável por 66.1% do PIB sergipano, sendo o maior movimentador de riquezas do nosso estado. Temos que manter esse nível, enfrentando a crise. Para isso, vamos buscar o encadeamento da economia sergipana. Temos que valorizar a indústria local, para fazer com que o consumidor grande e pequeno se utilize de produtos sergipanos, garantindo a fluência de recursos no próprio estado. Também é necessário que os serviços demandados sejam prestados por empresas locais, assim a cadeia produtiva de Sergipe será fortalecida”, comentou Laércio Oliveira.

 

Gerar o adensamento das cadeias produtivas promove maior arrecadação fiscal para o Estado, além de fortalecer o mercado de trabalho, promovendo a geração de emprego e renda na população. Incentivar a parceria entre Governo, Indústria e a Federação do Comércio, para que sejam mantidos os investimentos e empregos é uma das premissas do alinhamento feito entre os empresários que participaram da discussão sobre as dificuldades financeiras do estado.

 

 

Foi estabelecido que será realizado o “Encontro de Oportunidades na Crise”, um mecanismo de ação que será desenvolvido por meio de diálogos setoriais para mapear as demandas das indústrias sergipanas, com a finalidade de discutir as conexões com os setores do comércio e serviços, as oportunidades de negócios para garantir as compras locais de produtos e serviços.

 

De acordo com o empresário Gilson Figueiredo, é necessário provocar as empresas para que façam suas compras nos pequenos e médios negócios, estimulando as transações locais. Dessa maneira, haverá uma medida de proteção para os pequenos negócios sergipanos, feita pelos próprios empresários.

 

O economista Dilson Barreto, disse que o momento é de trabalhar o estímulo aos empresários a se engajarem na proposta de soluções para enfrentar a crise e seguir em frente, com o objetivo comum de pensar a economia do estado. “A iniciativa tem que partir daqui, das universidades, das indústrias para que façamos um ‘Pensar Sergipe’. Temos que fortalecer a Indústria e a Agricultura, além do Comércio e Serviços, para que cresçamos de forma integrada”, afirmou.

 

“Precisamos definir as diretrizes e opiniões dos empresários para poder discutir o alinhamento e formular a agenda de compromissos para apresentar ao Governo do Estado, com as ações que pretendemos tomar para sair da crise. Agora é o momento de pensar em ações e encontrar a solução para os problemas que tem atingido as empresas, os consumidores e os trabalhadores sergipanos”, concluiu Laércio, destacando que o mapeamento das demandas do setor produtivo irá promover o conhecimento das transações de compra e venda, e assim conectar as atividades econômicas, facilitando o encadeamento da economia sergipana, promovendo a circulação da produção e geração de riqueza para todos.

 

Reprodução: www.imprensa1.com.br

Por: Marcio Rocha/Ascom da Fecomércio

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