Sindicatos pretendem retomar mobilizações unificadas para pressionar o Governo

04.12 - sindicatosNesta terça-feira, dia 16, os dirigentes de sete sindicatos de funcionários de serviços públicos do Estado de Sergipe e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB/SE) estiveram reunidos com o objetivo de retomar mobilizações unificadas no enfrentamento de negociações salariais com o governo estadual. O encontro foi realizado na sede do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco).

Participaram da reunião lideranças do Sindifisco, Sintrase (administração), Sintasa (saúde), Sinpol (polícia civil), Sindipen (penitenciários), Sindicatos dos Enfermeiros e Sindicato dos Psicólogos.

Novo encontro

Uma nova reunião entre eles está agendada para a próxima segunda-feira, 22, às 09h, no auditório do Sindifisco, localizado na Rua Jornalista João Batista, nº 1914, no bairro Coroa do Meio.

Como pauta do próximo encontro, as lideranças vão definir uma pauta de reivindicações e formas de mobilização unificadas para pressionar o governo.

Receita e despesa

“Identificamos que o governo continua manobrando dados públicos quando apresenta um resultado irreal do percentual de gasto com pessoal. Se o governo adotasse critérios com base da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado de Sergipe comprometeria 41% da Receita Corrente Líquida com a Despesa de Pessoal e não 47,97% com vem divulgando”, afirma o presidente do Sindifisco, Paulo Pedroza.

Ainda como resultado desse encontro, os sete sindicatos decidiram ampliar os contatos com outras entidades ligadas aos trabalhadores do setor público estadual.

O estado ter afirmando que na condição atual não tem como atender e nem como honrar com os compromissos com os funcionários públicos. Atualmente, segundo os sindicalistas, os servidores do executivo estadual acumulam perda salarial de quase 20% frente à inflação, acumulada nos últimos dois anos.

“É inaceitável a permanência dessa situação. O sentimento que unifica os sindicatos é justamente essa demonstração de insensibilidade do governo em não apresentar proposta concreta às reivindicações, a exemplo das dificuldades nas negociações com professores estaduais, em greve”, afirma o presidente do Sindipol, João Alexandre Menezes.

Para a diretora do Sintrasa, Elma Andrade, os sindicalistas, ao contrário do que vem anunciando, a administração estadual tem condições de atender os pleitos. “Esse é um problema clássico de prioridade. O governo continua gastando excessivamente com pagamentos de cargos em comissão e ainda mantém a politica de concessão irresponsável de benefícios fiscais, que prejudica a arrecadação estadual”, afirma.

Foto ilustrativa: CTB

Por Déa Jacobina Ascom Sindifisco

 

 

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