Sobe para 135 o número de bancos em greve no Estado

Na tarde desta terça-feira, 13, em assembleia extraordinária, os bancários e bancárias avaliaram como bem sucedido o movimento grevista e deliberaram novas ações para fortalecer a greve no Estado de Sergipe. Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Ivânia Pereira, no oitavo dia de greve nacional, em Sergipe, o número de adesões ao movimento subiu de 126 para 135 agências, no setor público e privado. Com exceção do Banco do Estado de Sergipe, estão instaladas no Estado 153 agências.

No Brasil, até o final desta tarde, em todo o País, nos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal, a adesão é de quase 11 mil locais de trabalho entre agências e centros administrativos fechados. A greve foi deflagrada no último dia 6, e é por tempo indeterminado.

Até o momento, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou nenhuma contraproposta. “Os bancos não têm justificativas para apresentar uma proposta tão rebaixada: 5,5%, de reajuste. Isso foi insulto à nossa categoria. Os banqueiros querem esconder que, mesmo com o baixo desempenho da economia brasileira, a propalada crise não os afeta. Os cinco maiores bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) alcançaram, juntos, o lucro de R$ 36,3 bilhões, apenas no primeiro semestre deste ano. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma Ivânia Pereira.

Ivânia Pereira disse que a Campanha dos Bancários vem recebendo apoios de várias entidades. “Em Sergipe, contamos com entidades parceiras como CTB, Conlutas, Fetase, Sintrase, Sintasa, e Sintracon. Parlamentares como João Daniel (PT) e Luciano Pimentel (PSB) têm feito importantes depoimentos. Além de mobilizar o Brasil, a nossa greve também tem recebido apoio de entidades da Colômbia, Chile, Peru e Argentina”, divulga Ivânia Pereira.

Os sindicatos dos bancários estão denunciando os altos salários dos executivos dos bancos. Segundo dados dos sindicatos, o salário médio mensal pago aos executivos é de R$ 420 mil. “Enquanto isso, um bancário tem de trabalhar 17,5 anos, seguidos, para receber o que um desses executivos recebem em apenas um mês. Um professor, por exemplo, teria de labutar 14 anos em sala de aula para atingir esse mesmo valor”, protesta a liderança.

Por Déa Jacobina Ascom SEEB/SE

 

 

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