Tailandeses e malásios estudam e fazem intercâmbio em colégio de Lagarto

ALUNOS-TAILANDEZ-SEED- MARIA ODILIA -EDUCAÇAOImersão cultural. Essa é a palavra mais apropriada para descrever o que tem acontecido com estudantes do Colégio Estadual Sílvio Romero, na cidade de Lagarto. Lá, alunos do 2º e do 3º do ensino médio estão vivenciando uma experiência nova: a presença de intercambistas de outros países juntos com eles na mesma sala de aula.

Para conhecer melhor como isso funciona, técnicas da assessoria Internacional da secretaria de Estado da Educação (Seed) visitaram a Unidade nesta terça-feira, 28.

O encontro reuniu os alunos intercambistas, a direção do Colégio e professores, contando ainda com a presença do diretor da Diretoria Regional de Educação (DRE-02), Marcelo Eduardo Nunes de Mesquita.

“Estamos em fase de elaboração de um programa de intercâmbio, que irá possibilitar que alunos da rede de ensino estadual possam estudar em outros países e para isso estamos estudando modelos que tem apresentado bons resultados, como é o caso do que ocorre no Silvio Romero”, explica a técnica da assessoria Internacional, Nádia Cardoso.

ALUNOS-TAILANDEZ-SEED- MARIA ODILIA -EDUCAÇAO=O Colégio Estadual Silvio Romero conta hoje com três alunos participantes do programa de intercâmbio da American Field Service (AFS) matriculados no ensino médio.

Eles são de origem asiática, sendo dois deles provenientes da Tailândia e um da Malásia. Ambos irão cursar um ano do Ensino Médio no estadual Sílvio Romero.

Diversidade Cultural

Para que esse intercâmbio possa acontecer é necessária uma estrutura local, chamada de comitê. A presidente do Comitê Lagarto da AFS, Gessie Santana, explica que cada comitê é formado por um grupo de voluntários, responsáveis pelas operações do AFS em sua cidade e arredores.

“Nossos programas de intercâmbio são feitos por meio de seleção, preparo e acompanhamento da experiência dos intercambistas. Só são possíveis devido ao trabalho de uma base voluntária comprometida com a missão do AFS”, afirma Santana.

Em Lagarto, os intercambistas ficam hospedados em casa de famílias voluntárias da AFS, fato que proporciona uma troca de conhecimentos culturais de ambas as partes.

“É uma experiência maravilhosa poder receber esse intercâmbio aqui em nossa escola, pois isso enriquece culturalmente os que veem de fora, como também nossos alunos. Foi pensando na troca de experiências que decidimos apoiar essa iniciativa”, explica o diretor do Silvio Romero, Anderson Tavares.

Ajuda dos brasileiros

Os intercambistas Sarinla Jirapanchotikul e Yoh Hao Yuan, alunos do Sílvio Romero, afirmam estar bastante satisfeitos pelos estudos em Lagarto. “Aqui as pessoas se comunicam muito, meus colegas de classe me ajudam bastante com o português e tenho aprendido muito”, diz o malaio Yoh, com um português carregado de sotaque.

Assim como Yoh, a tailandesa Sanrila, 16 anos, tem tido uma experiência enriquecedora no Colégio Silvio Romero. “Os professoras nos ajudam bastante e os colegas também. A cultura é muito diferente da nossa e podemos trocar conhecimentos”, afirma ela.

Anfitrião local, o aluno lagartense Pedro Henrique, colega da tailandesa Kasama Kusumavalec, despertou o interesse em aprender outros idiomas após o contato com pessoas de outras nacionalidades.

“Quando o ajudamos, eles interagem conosco, contando como são as coisas no país de onde vieram e acaba criando uma vontade de também ir conhecer outros lugares”, afirma Henrique.

 

“Então esse é o objetivo: ampliar os horizontes dos alunos da rede estadual, para que possamos junto com eles promovermos atividades intercambistas”, finaliza Nádia Cardoso.

AFS

O AFS Intercultura Brasil é uma organização internacional, voluntária, não governamental e sem fins lucrativos, comprometida em oferecer oportunidades de aprendizagem intercultural por meio de programas de intercâmbio.

O AFS começou sua história no Brasil em 1956 e desde então já enviou e recebeu cerca de 12.000 intercambistas, fazendo parcerias com cerca de 3.000 escolas e mais de 5.000 famílias hospedeiras.

Atualmente, o AFS Intercultura Brasil conta com 700 voluntários que formam uma rede de atuação em mais de 100 cidades do Brasil onde possibilitam a realização de nossos programas e desenvolvem as atividades que apoiam as experiências interculturais de todos os envolvidos.

Por: Assessoria de Comunicação da SEED – ASCOM

Fotos: Maria Odília/Seed

Site: www.seed.se.gov.br

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